Está pensando em abrir uma conta no Paraguai ou entender como funciona a troca de informações bancárias entre brasileiros e paraguaios?
Neste guia atualizado até outubro de 2025, você vai descobrir como o Paraguai lida com o Common Reporting Standard (CRS) — o sistema global de compartilhamento de dados financeiros — e o que isso significa para sua privacidade e planejamento financeiro internacional.
O CRS é um padrão global criado pela OCDE que obriga bancos a compartilharem automaticamente informações financeiras (saldos, rendimentos, transações) com autoridades fiscais de outros países participantes.
O Paraguai não participa do CRS, assim como cerca de 40 a 50 países — entre eles, Estados Unidos e Filipinas.
Isso quer dizer que os bancos paraguaios não enviam automaticamente dados de seus clientes para a Receita Federal do Brasil (RFB) ou para outras autoridades estrangeiras.
👉 Impacto direto:
Quem possui contas no Paraguai tem maior privacidade financeira, já que não existe troca automática de informações entre os países.
Sem adesão ao CRS, os bancos paraguaios não compartilham automaticamente movimentações ou saldos com outros países, incluindo o Brasil.
O Paraguai assinou a Convenção Multilateral sobre Assistência Administrativa Mútua (MCAA), que permite troca de dados sob demanda, em casos específicos, como:
Investigações por evasão fiscal;
Suspeitas de lavagem de dinheiro;
Acordos bilaterais, como os do Mercosul;
Pedidos judiciais ou criminais internacionais.
Sem o CRS, não há reporte automático:
Bancos paraguaios não enviam informações sobre contas de brasileiros à Receita Federal, mesmo que o titular ainda seja residente fiscal no Brasil.
A RFB pode solicitar dados ao Paraguai via MCAA em casos de suspeita de omissões no Imposto de Renda (IRPF).
Por isso, brasileiros devem declarar suas contas no exterior na:
Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE);
IRPF, se os valores superarem R$ 140 mil.
Evitar a declaração pode gerar multas e complicações fiscais.
Se você passa mais de 183 dias por ano no país e obtém um RUC (número fiscal), pode se tornar residente fiscal paraguaio — escapando da tributação brasileira sobre renda mundial e aproveitando o sistema tributário territorial do Paraguai.
Os bancos brasileiros reportam automaticamente à Receita Federal dados de contas de não residentes, como paraguaios que vivem no Paraguai.
Essas informações podem ser enviadas à SET paraguaia via MCAA, mas apenas sob solicitação oficial.
Paraguaios que ficam mais de 183 dias no Brasil tornam-se residentes fiscais brasileiros, sendo tributados sobre sua renda mundial.
Já o Paraguai, com sistema territorial, só tributa rendas geradas dentro do país.
O acordo facilita a residência entre os países, mas não altera as regras fiscais nem o sistema de compartilhamento bancário.
Declare suas contas paraguaias no IRPF e na DCBE;
Considere obter residência fiscal no Paraguai se quiser reduzir legalmente sua carga tributária;
Procure orientação de um especialista em tributação internacional antes de tomar decisões financeiras.
Acompanhe seu tempo de permanência no Brasil para evitar dupla tributação;
Lembre-se: as contas abertas em bancos brasileiros são automaticamente reportadas à Receita Federal.
A OCDE pressiona o Paraguai para adotar o CRS — o que pode mudar as regras nos próximos anos.
Por isso, é importante se manter informado e acompanhar atualizações sobre o Paraguai e o CRS.
A ausência do CRS no Paraguai garante maior privacidade financeira, mas exige atenção às obrigações fiscais brasileiras e aos acordos internacionais de cooperação.
Se você quer proteger seu patrimônio, abrir uma conta internacional ou mudar sua residência fiscal para o Paraguai, conte com um especialista que entende das leis dos dois países.
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